NR-1 e os fatores de risco psicossociais: o que muda na prática para sua empresa?

NR-1 e os fatores de risco psicossociais: o que muda na prática para sua empresa?

Em agosto de 2024, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) para incluir, de forma explícita, a obrigatoriedade de identificação, avaliação e gestão dos fatores de risco psicossociais na NR-1. A mudança representa um avanço importante na legislação trabalhista brasileira e reforça que aspectos organizacionais e relacionais do trabalho passam a integrar oficialmente a gestão de riscos ocupacionais. 

Embora a exigência passe a valer plenamente a partir de maio de 2026, o movimento de adequação já começou. Empresas que deixam o tema para a última hora correm o risco de enfrentar dificuldades operacionais, insegurança jurídica e impactos negativos no clima organizacional. 

Diante desse cenário, uma pergunta tem sido recorrente entre líderes e profissionais de RH: como avaliar esses fatores de risco de forma técnica, estruturada e segura? 

Neste artigo, você vai entender as determinações da norma, os principais desafios práticos e como estruturar a adequação de forma estratégica. 

O que são fatores de risco psicossociais e o que diz a NR-1?

Os fatores de risco psicossociais estão relacionados à forma como o trabalho é organizado, planejado e executado, considerando aspectos como demandas excessivas, ritmo de trabalho, clareza de papéis, nível de autonomia e condições de gestão que podem impactar a dinâmica do ambiente laboral. 

Com a atualização da norma, esses fatores passaram a ser explicitamente incorporados ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), reforçando que devem ser identificados, avaliados e controlados de maneira sistemática, assim como os demais riscos ocupacionais já previstos na norma. A mudança não amplia o escopo geral da NR-1, mas torna mais claro o enquadramento dos fatores psicossociais dentro da gestão de riscos, deixando de tratá-los como temas subjetivos ou ações pontuais. 

O objetivo central da NR-1 é prevenir o adoecimento mental relacionado ao trabalho, permitindo que as empresas atuem na raiz dos problemas antes que eles se transformem em afastamentos, queda de produtividade ou passivos trabalhistas. 

Principais desafios das empresas na avaliação técnica

Apesar da clareza da atualização, a aplicação prática da norma ainda gera dúvidas. Um dos principais desafios é a percepção de que os fatores de risco psicossociais são intangíveis e difíceis de mensurar. 

Entre os obstáculos mais comuns enfrentados pelas organizações estão: 

  • falta de embasamento científico nas metodologias utilizadas; 
  • diagnósticos genéricos que não refletem a realidade diária dos colaboradores; 
  • dificuldade em converter os dados levantados em planos de ação efetivos; 
  • insegurança quanto ao sigilo das informações e à proteção de dados. 

Sem um processo estruturado, existe o perigo de cumprir a norma apenas formalmente, sem gerar inteligência relevante para a gestão dos riscos ocupacionais e para a tomada de decisão. 

Tecnologia como aliada na gestão de SST

A tecnologia tem um papel fundamental na superação desses desafios. Soluções digitais permitem transformar a exigência legal em um processo contínuo, baseado em dados confiáveis e comparáveis ao longo do tempo. 

Um exemplo é a ferramenta NR1Care, desenvolvida pela Mantris, criada para apoiar as empresas na avaliação e no gerenciamento dos fatores de risco psicossociais na NR-1. A solução se diferencia por unir base científica, automação e integração com rotinas já existentes de Saúde e Segurança no Trabalho (SST). 

Entre seus principais diferenciais estão:

  • Metodologia validada: baseada no questionário internacional HSE IT, garantindo robustez técnica;
  • Anonimato garantido: favorece respostas mais honestas e protege o colaborador;
  • Integração sistêmica: conecta-se com sistemas de gestão de saúde e segurança;
  • Visão em tempo real: indicadores que facilitam a identificação imediata de pontos críticas.

Esse tipo de abordagem permite que a empresa abandone o “achismo” e atue de forma preventiva, direcionando recursos exatamente onde os riscos são maiores.

Conformidade legal também gera resultado

Ainda é comum enxergar a adequação às normas regulamentadoras apenas como um custo. No entanto, quando se trata de fatores de risco psicossociais, os impactos positivos no negócio são evidentes. 

Ambientes de trabalho marcados por demandas, controle e/ou mudanças excessivas, ambiente conflituoso, entre outros, tendem a apresentar indicadores ruins de absenteísmo e rotatividade (turnover). Ao gerenciar esses fatores de forma estruturada, as empresas fortalecem o bem-estar corporativo, melhoram o engajamento e constroem relações de trabalho mais sustentáveis. 

Como iniciar a adequação à NR-1

Mesmo com prazo final em maio de 2026, iniciar a adequação o quanto antes é uma decisão inteligente para evitar gargalos. A construção de um ambiente seguro exige diagnóstico preciso e maturação. 

Um processo estruturado geralmente envolve:

  1. Diagnóstico inicial: mapeamento detalhado dos riscos psicossociais;
  2. Análise de dados: identificação de áreas, cargos e grupos mais expostos;
  3. Plano de ação: definição de medidas preventivas e corretivas;
  4. Monitoramento contínuo: avaliação da eficácia das ações implementadas.

NR1Care vai além do diagnóstico ao apoiar a criação e o acompanhamento de planos de ação integrados ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), ajudando a reduzir riscos operacionais e jurídicos. 

A nova NR-1 consolida um entendimento cada vez mais presente no mundo do trabalho: não existe saúde do trabalhador sem segurança do trabalho. Ao tratar os fatores de risco psicossociais na NR-1 com método, dados e responsabilidade, as empresas protegem seus colaboradores e fortalecem seus resultados de longo prazo. 

Quer entender como sua empresa pode se antecipar ao prazo e estruturar essa gestão com segurança?

Fale com nossos especialistas e conheça a NR1Care.